domingo, 7 de outubro de 2012

Bordados de Viana no Claustro de São Domingos

No claustro do convento de São Domingos em Viana, marcaram presença os bordados de Viana, com certificado desde Agosto de 2012.

Os bordados de Viana certificados, produzidos por Marta Prozil, também marcaram presença neste evento.

VIANA CRIATIVA - “Provo o teu cheiro, Viana"


Esta mostra teve lugar nos dias nos dias 5 a 7 de Outubro e inseriu-se no evento “Provo o teu cheiro, Viana”, que concentrou entre o Largo de São Domingos e no Claustro do convento de São Domingos um conjunto de actividades, desde ateliês a mostras gastronómicas e de produtos locais e da terra, tais como doces, vinhos, hortaliças, legumes, frutas, flores e clara está, os BORDADOS DE VIANA!.
Saiba mais sobre este evento e os seus promotores aqui.


terça-feira, 11 de setembro de 2012

As meias de agulha




Voltando novamente às palavras que Maria Emília Sena de Vasconcelos nos deixou acerca das meias e do seu papel no traje:

«Quanto à meia, ou era pacientemente trabalhada em fio finíssimo, - um luxo! – ou em linha consistente que, por tantas vezes ser corada ao sol, acabara por ganhar uma espessura maior ainda … e mesmo uma seca rigidez.
(…)
O fato domingueiro não usava meias “bordadas”. Porque nessa altura, no pé, não calçava chinelas, mas sim socos; e a madeira destes “desgastava” o pé das meias. Fazia então “peúcas” ou “meiotes”, a substitui-las, com igual esmero na escolha e perfeição do ponto, mas que do joelho apenas desciam até ao tornozelo. De resto também às vezes punha para trabalhar no campo uma peúcas, mas essas geralmente lisas, no “chão” ou só com uma barrinha de “abertas”, em baixo.
Na quadra mais fria, como quase sempre a do inverno nos cimos serranos, era vulgar recorrer igualmente às peúcas de lã lisas ou caneladas. E para “irem ao monte”, ou ao “tojo” (…) usam enfim as mulheres uma espécie de polainas grosseiras de “faldrilha”, como dizem, “sorrebéco” ou outro tecido espesso e rude.»

In: SAMPAIO, Francisco - Maria Emília de Belforte Cerqueira Sena de Vasconcelos. Cadernos Vianenses. Viana do Castelo: Câmara Municipal de Viana do Castelo. Tomo 32 (2002), p. 49-64.

Traje de lavradeira vermelho



Traje de Dó




Traje de lavradeira de dó ou azul


 

Predominam neste traje as cores escuras ou sóbrias como o azul, lilás ou roxo, preto, branco pontuado de verde e amarelo.

Composto pelas seguintes peças:

v  Saia às riscas pretas, azuis e verdes e forro preto com silva de flores, bordadas a linha de algodão de cores diversas.

v  Camisa de linho, com bordados a azul-escuro nas ombreiras nos punhos e na abertura do peito.

v  Avental de fundo escuro com flores, folhas e outros motivos em tirados de lãs de diferentes cores.

v  Colete de barra preta e parte superior em azul claro com bordados de lentejoulas e linhas de algodão.

v  Meias brancas de algodão rendadas e chinelas pretas.

v  Algibeira em tecido azul bordada a linhas de algodão.

É usado com um lenço da cabeça e do peito em fundo roxo franjados e às ramagens.

Ao conjunto destes trajes azuis é dada por vezes a designação de “Traje de dó ou luto aliviado”, caracterizado pela predominância de cores sóbrias. A sua distinção reside mais no colorido do que no corte das suas peças.

Usado pelas mulheres casadas, cujos maridos se encontravam ausentes (emigrantes), era também vestido em ocasiões de luto aliviado, daí a origem do seu nome “traje de dó”.

Este traje é também por vezes designado de “lavradeira de Dem – Caminha”, pois predomina a cor azul e os tons sóbrios.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Museu do Traje acolhe cerimónia de certificação de Bordados de Viana

A cerimónia de entrega dos certificados aos artesãos vianenses teve lugar no segundo piso do Museu do Traje, onde foram também certificadas as primeiras peças em Bordado de Viana. Momento animado e de particular felicidade para o “património material e imaterial” de Viana do Castelo, segundo as palavras do presidente da câmara.

Marta Prozil recebe certificado de artesã. 

Seguiu-se depois a exposição “Tradição no Momento/Viana Dress Incursion” numa ponte entre o tradicional e o moderno. Esta exposição resultou do contacto de artesãos e designers e de trabalhos desenvolvidos em conjunto.

Aspecto de algumas peças da Casa Marta Prozil em exposição. 

Dentro em breve tentarei publicar as imagens do trabalho desenvolvido pela designer Daniela Barros que apresentou uma belíssima peça bordada com vidrilhos.