quarta-feira, 26 de junho de 2013

Bolsinhas de mão

O toque suave do veludo preto e o brilho dos vidrilhos fazem destas bolsinhas de mão um acessório requintado
Trabalho manual com bordado da frente e verso em pedra de vidrilho de luar e preto. Veludo forrado a cetim.

Frente

Verso

Frente

Verso



domingo, 23 de junho de 2013

SOCOS e SOLIPAS 100% Manuais 100% Originais

Os práticos calçados d’antanho! Desde sempre o homem sentiu necessidade de proteger os pés. Assim surgiu o calçado de pau – socos, socas e chancas. E o mais elementar: as solipas.
Este calçado é constituído por duas partes: a base de madeira, onde assenta o pé, e o couro que é pregado à madeira e aconchega o pé.
Os nossos tamanqueiros minhotos seguindo as mesmas técnicas e perfeição de sempre reinventam este calçado agora cheio de cor!


AS SOLIPAS
Muito bem executadas com sola de madeira rematada a borracha, couro revestido a tecido.



OS SOCOS DE MEIA PEÇA ou abertos



SOCOS DE MEIA PEÇA - CRIANÇA




OS SOCOS DE PEÇA INTEIRA ou fechados


terça-feira, 18 de junho de 2013

Algibeiras



Algibeiras de traje à lavradeira azul

Algibeira rica de traje de lavradeira

Algibeira de traje de domingar

Algibeira de traje de mordoma

Algibeira rica de traje à lavradeira vermelho

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Acerca das Algibeiras


in Cláudio Basto - Traje à Vianesa

Algibeira – s.f. Bolsa; saquinho que as mulheres atam à cintura. Andar com as mãos nas algibeiras, andar ocioso. Meter os pés nas algibeiras de, caçoar disfarçadamente de.
LELLO ESCOLAR: NOVO DICIONARIO ILUSTRADO DA LINGUA PORTUGUESA... . Porto: Lello & Irmão, 1990



Origem
Termo de origem árabe. A algibeira como peça do vestuário feminino permaneceu no traje popular como uma peça escondida dos olhares estranhos, era inicialmente uma peça interior.

A algibeira no traje do Minho
No Minho, no traje popular a algibeira passa a ser usada como um acessório externo, usada entre a saia e o avental.
Atada à cintura no lado direito (exepto dos trajes de noiva que é colocada no lado esquerdo), por meio de fitas, a algibeira ficava assim escondida entre a saia e o avental, é ao mesmo tempo decorativo e funcional.


A algibeira, duns vinte e cinco centimetros de comprimento, usa-se por baixo do avental, na altura da aberta da saia, aparecendo mignone e um pouco a medo de fora, pois, além do dinheiro, serve para guardar o terço com que se reza ao Senhor e o lenço marcado a ponto de cruz donde consta o amor em lindas quadras populares1.
A maioria das algibeiras apresenta um pequeno bolso escondido, chamado de “segredo” que resulta do rasgamento do bolso pela costura que destacava o respectivo opérculo e o revirava para tapar a bolsa do “segredo” 2.
A sua forma simula um coração, e lembra as formas generosas de uma vénus. 


Materiais e ornamentos
Eram em flanela vermelha, bordadas a fio branco, fio de lã colorido amarelo, verde e roxo nos dois recortes centrais e aplicações de tecidos de outra cor, geralmente preta, que se destacava do fundo vermelho. Os contornos das aplicações eram bordados com um ponto de fantasia de cor garrida (geralmente amarela, para sobressair do vermelho e do preto), salpicada de lentejoilas e vidrilhos3




Algibeira de trabalho domingueiro in: Artes e tradições de Viana do Castelo





Tão raro é não ver nelas figurar as palavras: VIANA – AMOR.
Amadeu Costa



Fontes:
1 PAÇO, Afonso do - Etnografia vianesa: colectânea de trabalhos de etnografia. Viana do Castelo: Câmara Municipal, 1994, p. 46-47.

2 ABREU, Alberto Antunes de - O traje à vianesa e a roupa que vestimos. Viana do Castelo: Junta de Freguesia da Meadela, 2010, p. 83.

3 Idem, Ibidem, p. 83.