sábado, 22 de março de 2014

Descubra as diferenças!



Na obra «Traje à vianesa: uma imagem da nação. 2009», podemos apreciar um belíssimo exemplar de uma algibeira de traje de festa de Santa Marta de Portuzelo de 1905 com uma coroa real e a legenda amor bordada a missanga (pp.183).




No ano passado propusemo-nos elaborar uma cópia desta algibeira, alterando apenas a data para 2013.






Apreciem as diferenças!

quarta-feira, 19 de março de 2014

19 de Março Dia Mundial do Artesão

Dedico este apontamento a todos os artesãos e artesãs pelo mundo fora, e dedico-o com um carinho especial à minha mãe, a Marta Prozil.

As artes e ofícios tradicionais, hoje associados ao artesanato, como forma de expressão de uma tradição popular regional, com raízes marcadamente populares, são herança do período medieval que levou à organização dos ofícios e mesteres em «corporações», ou seja: a organização de operários ou artesãos por ramos de unidades de produção artesanal.

Se artesão é aquele que labora com as mãos, e do produto do seu trabalho resulta o artesanato, este mergulha as suas raízes nessas artes tradicionais, “espaço por excelência de transmissão de saberes herdados”, de artesãos e profissionais hoje quase desaparecidos. 
Citando Álvaro Campelo:

 «A organização da produção, valorização e divulgação deste património artesanal é um desafio para as comunidades e para os responsáveis culturais, políticos e económicos. Será a melhor conjugação do seu valor cultural e patrimonial com a rentabilidade económica, juntamente com o processo de transmissão de saberes à novas gerações, que irá permitir a manutenção do papel significativo que teve na comunidade produtora e, agora, dentro de um turismo cultural, sensível a este produto.»
in CAMPELO, Álvaro - Património Imaterial de Ponte de Lima. Ponte de Lima: Município de Ponte de Lima, 2007, p. 208.

 O artesão fabricante de chinelas Manuel da Cunha, mais conhecido como "João Duro" (Foto de Boa-Morte 2008).


As minhas chinelas feitas por João Duro e já usadas em algumas romarias!

Mónica Prozil

sábado, 15 de março de 2014

Exposição “Bordar no Minho"

http://www.cm-viana-castelo.pt/pt/agenda-cultural/exposicao-bordar-no-minho-2
Decorreu ontem no Museu do Traje de Viana do Castelo a inauguração da exposição “Bordar no Minho”, iniciativa do pelouro da cultura deste município.
De 14 Março a 29 de Junho poderão visitar diversas peças bordadas certificadas.
Como não podia deixar de ser, os Bordados de Viana de Marta Prozil também se encontram em exposição.



terça-feira, 11 de março de 2014

Os meus vidrilhos de luar…

Apontamento ao aparecimento e utilização dos vidrilhos no vestuário




Os vidrilhos e missangas adornam alguns dos mais belos e luxuosos trajes populares de Viana. Ainda que não tenha descoberto quando e como se iniciou a utilização destes materiais nos trajes populares de Viana, existem fotografias com mais de 100 anos que atestam a sua utilização.

Revista Ilustração Portugueza de 9 de Março de 1914

O fabrico destas pequenas contas ou tubos ocos em vidro, iniciou-se em Itália. O desenvolvimento da indústria vidreira veneziana levou ao aparecimento dos vidrilhos e a sua utilização no vestuário no chamado período renascentista, por volta de 1500. 



Um dos exemplos mais queridos de beleza e sofisticação no vestuário europeu da época, foi o de Isabel de Portugal (1503–1539), imperatriz por casamento com Carlos V, rei de Espanha e imperador do Sacro Império Romano Germânico, que teria certamente usado contas em vidro e vidrilhos nos seus vestidos e acessórios.

Ticiano - Imperatriz Isabel de Portugal




O comércio de artigos de luxo e acessórios coloridos foi reorganizado através de Espanha, obrigando os italianos a reagir aumentando a produção destes pequenos vidros.

Mas não nos podemos esquecer que os recém criados vidrilhos eram um artigo caríssimo só disponível para as classes mais altas que dispunham de bordadeiras especializadas na técnica do vidrilho.



Durante o renascimento, a utilização dos vidrilhos nos tecidos conferia-lhe uma qualidade superior, e por isso os venezianos guardaram o segredo do seu fabrico durante muito tempo junto dos seus mestres vidreiros.



Com o advento da industrialização o fabrico de contas, missangas e vidrilhos deixa de ser manual, e os italianos perdem o seu monopólio para as fábricas vidreiras que se instalam na região da Boémia e da actual República Checa.



Hoje os vidrilhos continuam a ser uma matéria-prima cara, porque importada, usada apenas nos trajes festivos e de luxo um pouco por todo o Minho, mas que já se encontravam ao alcance de muitas mulheres no século XIX, fruto da maior abertura do país ao estrangeiro, quem sabe…

Traje preto de cerimónia. Fotografia de Manuel Carneiro




quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O Blog Marta Prozil está feliz! + de 10 mil visualizações!


Um sincero agradecimento a todas as minhas visitas, que contribuíram para que este número seja uma realidade.
Obrigada a todas as pessoas que desde o início de 2011 me tem seguido, pois significa que partilhamos o mesmo gosto pelo artesanato e folclore.
Um abraço aos meus seguidores aqui em Portugal e além fronteiras: como na França, Suiça, Alemanha, Inglaterra, Brasil e Estados Unidos, Canadá, etc.

Obrigada a todos pela motivação, que me fará continuar a trabalhar neste espaço de partilha!